Ontem eu não pude atualizar meu blog, por causa de terceiros, mas aqui estou de volta para encerrar a saga da Banda O Verbo pelo Cariri. Já falei de nossa chegada ao hotel, do que fizemos por lá, e encerrei "indo" para a passagem de som.
Logo na passagem de som deu para ver a ótima estrutura da casa em que tocaríamos. PY Club é uma boate com um palco bem bacana, um som porrada, um esquema de luzes muito massa, uma grande área externa com um palco gigantesco ao ar livre e uma tenda onde rolou bandas de forró. O problema inicial era se tocaríamos no mesmo palco que as bandas de forró, a passagem de som começou e isso ainda não havia sido esclarecido para nós. Tudo rolou enquanto achávamos que iria ter uma banda de forró se apresentando antes da O Verbo e outra depois.
Logo veio a notícia, as bandas de forró só tocariam na tenda externa, o palco principal da noite seria só para O Verbo! Então aí os Roadies entraram em ação. Antes a montagem discorreu de forma "displicente" afinal não adiantaria montar tudo se a primeira banda seria de forró. Montamos o básico do básico. Poucos pratos na bateria, que nem era a da banda. Nada de pedaleira para a guitarra, e os bichinhos da arca de Noé, digo, da "Arca de Wilson" ficaram de fora. Montagem rápida e tranqüila, salvo apenas para o fato de que o palco era um tanto alto e não havia degraus para ajudar a subir, e uma coceira lasqueira nas costas por conta do treino de judô no "tatame" verde. Só que veio a notícia de que o palco era só nosso, e aí veio a montagem pra valer! (e uma coceira idem).
E passado alguns minutos o palco do Cariri tinha a cara que deveria ter, a cara de Verbo!
[Alex que preferiu descansar nadando na piscina e jogando o Macaco na grama de ippon. Passagem de som era fichinha]
[Mauro que bem descansado (o cara só dormiu a tarde inteira) estava com todo o gás para a passagem de som]
[Pon-Pon dividiu a tarde. Passou uma parte dormindo e outra na piscina com a galera. E com a companheira de guerra (sua bateria) ao seu lado ia fazer bonito. Concentração total]
[Galera fazendo o que sabe fazer melhor. Mais tarde iam mostrar ao povo do Cariri para o quê estavam ali]
Todos que por ali passaram deixaram assinaturas nas portas, paredes e até no teto. Havia de tudo. Frases cabeça e outras nem tanto. Haviam assinaturas de gente daqui e de gente de lá. De famosos e anônimos. E havia ainda umas que nos renderam boas risadas, gente de bom humor passou por lá (risos). E como não podíamos deixar passar isso, nós também deixamos nossa "marquinha". Mais tarde durante o show, eu aproveitei um tempo livre entre um acorde e outro para deixar uma lembrança da O Verbo lá no camarim. Mas assim como seria a passagem da banda por Cariri, nossa marca também não poderia passar despercebida. Deveria ser única. Memorável. E eu fiz isso de forma bem "Macacada". E eis que surgiu nossa "obra de arte":
["Assinatura" da banda na parede do camarim da PY Club. Uma arte by: Macaco]Mas voltando à passagem de som. Na verdade, saindo da passagem de som. Já encerrei o que tinha para relatar sobre esse momento. Agora estamos de volta ao hotel, e vamos ao nosso primeiro (e talvez único) estresse. No hotel nós chegamos com fome e um pouco de sono. Era por volta de 21hs ou mais. Fomos direto para o refeitório, lembro que na tv passava o BBB, então já devia passar das 22hs. Lá percebemos que o jantar, hum, melhor não comentar. Quem teve coragem enfrentou, eu o Wilbow, e o Alex não enfrentamos. Preferimos pedir e esperar uma pizza. E põe esperar nisso. Caramba, antes a internet não tivesse dado certo, melhor do que pizza não dando certo. Foi um incontável tempo esperando essa bendita, que pareceu ainda mais longo e eterno tendo em vista que tivemos que por um bom tempo esperá-la assistindo ao BBB. Aí já se viu né. A impressão que tínhamos era de que o tempo não estava passando. Nem sei dizer se foi a mesma impressão que o resto da galera sentiu, os que encararam o rango (Pon-Pon, Verbin, Fred e Mauro), só sei que para mim, Wilbow e Alex a noite estava "parada". Cogitamos até dar uns mergulhos na piscina. E depois de uns seis ou oito litros de Coca-Cola chegou a tão esperada pizza. Que não agradou.
[Alex e Wilbow já impacientes com a demora da pizza]
[Litros e litros de Coca, e eu já lia pela quinta vez o cardápio do lugar]
[Wilbow tinha que se contentar com a Coca, já começava a cogitar pedir uma pizza pela internet]
Ah para não acabar com a imagem do hotel vou só dizer que ao ver a pizza eu me contentei com os litros de Coca que tomei, me levantei e me retirei. Acho que devia ter alguma barra de cereal na bolsa. Chocolate com banana, Macaco não dispensaria uma barrinha com esse sabor. Depois de um banho e quando todos já estavam em seus aposentos eu decidi visitar a galera do segundo quarto, Wilbow e Alex, meus companheiros de decepção pizzaiola. Os caras estavam putos, o Wilbow mais ainda. A situação tava séria, não coube nem brincadeiras como as da internet de Paranaíba, me restou tentar dividir uns biscoitos do tipo tortinha. O Wil não quis. Não tinha jeito, estresse só passava com descanso. Fomos deitar. O show estava marcado para meia-noite e meia. No meu quarto dormiam o Fred e o Verbin. No último, Poncio e Mauro. No do meio o Alex foi o primeiro a dormir, eu e o Wilbow ficamos vendo um filme bem sugestivo. Ah a Leila... (risos). Não deu, logo o sono bateu. Mesmo depois de umas ligações do Sebastian (?). E logo o celular estava tocando o alarme. Já era 23:30. Faltavam poucas horas para o show!
Todos prontos. Banhos tomados, uma leve chuva caindo lá fora. Estávamos agora dentro da van. O caminho era longe até a cidade vizinha. A festa era a Noite do Vinho, na PY Club, com a Banda O Verbo para as cidades de Juazeiro, Crato e Barbalha. Estacionamento da PY. Lama. Chuva ainda leve, mas lá no céu os relâmpagos iam cortando a escuridão infinita. Tinha cara de tempestade, que lembra coisa ruim. Mas era só lá fora. Por que lá dentro, no camarim, dois programas de canais locais nos aguardavam para entrevistas. Ninguém esperava tal receptividade. Primeiro veio a entrevista para o programa Na Balada. E logo após para o programa Multimídia. O clima era de descontração no camarim. O idealizador do evento trouxe uísque e energético para dar uma força para a galera que ia se apresentar para um bom número de pessoas.
[Receptividade jamais imaginada, a galera do programa Na Balada esperava a banda para um entrevista]
[Um só era pouco, a galera do programa Multimídia também fez uma entrevista com os caras]
Os Roadies entram em cena, não só tomando uísque, mas nos preparativos finais para que o show começasse. Últimos cabos plugados. Instrumentos afinados. Pausa para uma foto com a equipe completa.
[Equipe da banda completa (esq. para dir. cima: Poncio, Mauro e Alex. em baixo Macaco, Wilbow e Verbin) e presença da apresentadora do Na Balada, Niara]
Palco pronto. O Dj sai e dá espaço para o produtor do evento. Ele fala algumas coisas ao microfone e logo está anunciando. Houve um pequeno atraso. E então a Banda O Verbo sobe ao palco. Fátima é a primeira música da noite. A galera vai à loucura. E conforme o rock foi rolando a galera foi se agradando. E Melhor do que energia elétrica, só a energia do público para fazer funcionar com toda força os quatro d'O Verbo. It's Showtime!
[Mauro prova que todas as horas dormindo faziam sentido]
[Meu garotos Wilbow se emociona com a animação do público. Sipa total! (risos)]
[Alex mostra que não é só um corpinho bonito! Esse aí tem Rock na veia.]
[Poncio, nosso coroa, manda o recado: A Banda não está "cansada"!]
[A galera vai à loucura. Cariri é lugar de rock sim!]
Rapaz daí em diante foi um sucesso. O negócio da galera era rock 'n' roll e me desculpe a galera do forró, mas acho que o pessoal tava afim mesmo era de rasgar a garganta. Não teve outra. Foi porrada do início ao fim. Não, não foi briga, foi música de verdade. Em sintonia perfeita com o público. Talvez nem a gente esperasse que fosse um sucesso deste tamanho. A galera curtiu, com certeza. Deu para ver nos olhos deles. Deu para ouvir nos gritos, que acompanhavam os acordes, juntamente com o vocal do Mauro. Deu para sentir no calor que eles transmitiram. Deu para sentir na energia que se formou naquele lugar. O show foi Show!
[Alex no palco, Relaxa e... Toca!]
[Wilbow, baixinho é o caralho! O palco fica é pequeno pra esse daí!]
[Poncio experiência é tudo!]
[Mauro que nem quis saber se era em Juazeiro ou Limoeiro do Norte, estava ali era pra cantar, e cantar muito!]
[O lugar tava lotado!]
[Wilbow dividiu a empolgação com o público!]
[E que público hein?!]
[Em cima do palco tinham quatro caras: Mauro]
[Alex]
[Poncio]
[Wilbow]
[Ou eram apenas dois? Mauro e Poncio]
[Alex e Wilbow]
[Na verdade, era apenas um. O Verbo!]
[Ah, e eu tbm curti o show...]
[O Verbin também curtiu, do jeito dele, mas eu não tenho autorização para postar essas fotos... (brincadeira viu cara!)]
Tinha uma história que eram "apenas" duas horas de show, mas o dono do lugar pediu mais, aliás, ele era apenas um porta-voz. O público queria mais! E a Banda O Verbo não decepcionou. A Banda O Verbo arrasou. Sucesso. Não há outra palavra melhor para definir como foi o show do Cariri.
Ainda durante o show chegou um "Professor" para fazer a nossa felicidade. E a felicidade da amiga lá do Verbin (risos). Eu que o diga, o Teacher lá me deixou legal. Fiquei até valente, enfrentei o Fred, tava sem noção do perigo. O que um uísque não faz hein? Logo o Teacher que foi companheiro de histórias malucas no passado, estava ali mais uma vez, foi capaz de obrar até milagres. Fez por uns instantes que se esquecesse que não estava tudo bem. Parecíamos ter voltado no tempo. No tempo que Teacher regava nossas aventuras. Aventuras de uma dupla que tá fazendo falta. E que no Cariri trouxe de volta um gostinho de felicidade. Nada de farra. O negócio agora era encerrar o show. A chuva ainda caía lá fora. Enquanto os Roadies trabalhavam para desfazer o "encanto" a galera da banda curtia, no camarim, aquela sensação de dever cumprido. E era mesmo isso. O dever estava cumprido. E com categoria. Estávamos voltando para o hotel, e já passava de quatro horas da manhã. Fiquei no quarto do Wilbow e Alex descarregando máquinas fotográficas e celular no notebook e só fui dormir depois que o sol já havia despertado. Não fazia mal, ainda tinha umas horinhas para descansar. Um banho quente no frio da chuva que insistia em cair. Um café com pães de sobra, aliás, nem tanto. Era para ser um pão por pessoa como propôs a Ana Maria Braga lá. Ah, esqueçam, não dá para explicar isso. Nem dá para explicar o que é pôr as malas na van e o pé na estrada. Estávamos voltando para Fortaleza. Horas na estrada. Paradas para comer. Para mijar. Saímos as 10hs e as 18:30 estávamos em nossa terra natal. Levávamos para casa não só as roupas sujas para lavar, mas alegria, satisfação, orgulho, histórias para contar, e muitas fotos para postar. Ah, essa galera me maaata de orgulho! Cariri, a gente quer voltar. Fortaleza, estamos de volta!
[No camarim após o show. Uísque na mão e no peito a sensação de dever cumprido!]
Aqui se encerra o diário de bordo de nossa viagem do dia 22 e 23 de março. Mas a história dessa banda está é longe de chegar ao fim. Eu vou indo porque preciso dormir, mas logo terei mais histórias para contar, da minha vida de Roadie. E Roadie de uma banda que me Maaaata de Orgulho!
Flw galera! Como diria meu amigo Pon-Pon: "Inté mais!"
Agradecimentos: Ao Arley por emprestar algumas de suas fotos para o Diário.
















4 comentários:
Yahoooooo!!!!!Cara vc escreve como ninguém meu macaquinho!!!Um texto primoroso, preocupado com os mínimos detalhes que passaram para mim uma elpolgação tão incrível que parece até que eu tava lá com vocês!!Bem, infelizmente eu não estava mas...outras viagens surgirão por aí e em algumas delas eu estarei presente ok??Abraço Macacoooooooo!!!!
Aiai, deve ter sido realmente muito divertido, beijos lindo.
Ah Lú estou com saudade da minha terrinha. Saudade de tomar uísque, e saudade dessa dupla aí tbm!
bjus
Macacos são geralmente animais inteligentes, sociáveis. Os chamados grandes macacos (sentido lato), - chimpanzé, gorila, orangotango - são atualmente os animais mais próximos do homem, pertencentes à família dos hominídeos.
Na "arca de Wilson" ou melhor na "Arca do Verbo" não poderia faltar um Macaco como você. Escritor criativo, desenhista "chargista", judoca cheio de garra, fotografo "paparazzi", estudante de publicidade questionador, roadie nas horas de sono, enfim um MACACO intelectual e bem-humorado.
Parabéns Lucas!
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