quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Quem sou eu?

Queria, eu, saber quem sou, queria eu poder ter uma resposta para essa pergunta, assim como para muitas outras. Mas nem eu sei, e muito menos tenho respostas para as muitas outras perguntas. Mas e quem foi que disse que existe uma resposta para todas as perguntas? Perguntas e respostas não foram criadas juntas, nem muito menos pelas mesmas pessoas. Não existe o certo, ou o errado, o verdadeiro, ou o fantasioso. Tudo depende do ponto de vista. E não há nada que seja superior no que podemos chamar de campo do real, para que nos mostre o 'caminho'.

Há um mundo de fantasias, e ilusões, que é o qual vivemos deparados com as sombras projetadas na parede da 'caverna', mas e o mundo real? Quem se atreve a dizer que se libertou das tais correntes e foi para o lado de lá do muro, que viu a realidade fora da caverna de Platão? E quem vai acreditar nesse que o disser?

Prefiro por ora, acreditar que a verdade absoluta que rege o mundo [nem real nem ilusório, mas o somente 'mundo'] é exatamente a verdade de que não há 'verdade absoluta'. E seria muito egoísta de minha parte dizer o contrário, e da parte de qualquer ser humano que já pisou nessa Terra [e quando digo qualquer um, é qualquer um mesmo, até mesmo aqueles que se intitulam imortais, escolhidos, filhos desse ou daquele].

Pensar assim não nos 'prende' ainda mais às correntes da caverna de Platão, muito pelo contrário, pensar assim nos dá a chave, aquela que nos liberta das amarras, que nos liberta do pensamento incutido em nossas mentes, daquilo que vemos como certo e como errado, nos leva para fora da caverna, para vivermos de forma plena, livres, completamente desimpedidos para pensarmos o quisermos, e infinitas são as possibilidades.

Não importa que alegoria você queira usar aqui, não importa se é a que uso, a Alegoria da Caverna dita por Sócrates a Glauco, ou se você se identifica mais com Alice acordando depois de seu passeio pelo País das Maravilhas, ou se Morfeu te entregou a pílula vermelha, e você enxergou com seus olhos pela primeira vez, ou se viu o que realmente acontece com os sorteados para irem à Ilha. A chave que vai te libertar, das correntes da caverna, te despertar do sonho de Alice, te livrar dos plugs que te conectam à Matrix, ou te levar para fora da ilusão dos clones que sonham com A Ilha é você mesmo quem tem. É você quem guarda de si próprio. Você não tem culpa de mantê-la escondia por tanto tempo de você mesmo, quem te antecedeu foi quem o fez, te enganou durante sua época mais sabedora, que é a infância, e usou histórias fantasiosas para te distrair para o lugar onde a chave estava escondida. Histórias de fadas que te tornam à realidade ao badalar do sino da meia-noite, ou de mulheres alvas com um número ímpar de anões vivendo numa floresta, de hobbits e anéis super poderosos, de pequenos garotos com poderes que voam em vassouras e fazem mágicas como falar com cobras, ou transformar água em vinho, de homens que andam sobre as águas, voam com capas vermelhas, ou em um único dia do ano sobrevoam todo o planeta com um trenó puxado com renas voadoras. Tudo isso você ouviu ao longo de sua vida, e decidiu no que iria acreditar, sem se importar com os detalhes, sem medir qual teria mais coisas que condissessem com a sua realidade ou que mais colecionasse magias não compreendidas pela ciência, ou mente humana.

E quem sou eu para te julgar? Ainda que eu tenha encontrado a chave, quem pode me assegurar que eu realmente saí da caverna ou só estou em outro nível da mesma. Há mais entre o céu e a Terra do que supõe nossa vã filosofia diria o mestre, e eu prefiro acreditar que há ainda mais entre um neurônio e outro do que supõe o seguinte. Embora o seu conceito não mude, eu espero que você não me julgue, porque eu jamais vou te julgar, quem quer acreditar que o homem evoluiu de um antepassado comum ao macaco, ou que acha mais lógico ter vindo do barro, no mesmo ano em que os dinossauros, que seja feliz com aquilo que escolheu, felizes são aqueles que não vêem fronteiras para se expressar, felizes são aqueles que transformam em Luz o que é Escuridão.

Eu preferi ver a luz onde todos diziam haver escuridão. Mas pense comigo, dizem que o que é proibido é mais gostoso, mas você deixaria um frasco proibido para crianças ao seu alcance? Posso apostar que não. Então por que não nos esconderam o tal fruto proibido, se era assim tão maléfico? Não, eu não esperava que você tivesse uma resposta lógica, e não, eu não aceito coisas como, 'foi para nos testar', você não faria o mesmo com uma criança e o 'frasco proibido'. E se você disser que sim, que faria, posso supor que tipo de pessoa você é, e começo a ter respostas para um monte das perguntas que eu pensei não ter resposta.

Mas prefiro nem ouvir, quanto mais consigo ver algo que me parece ser o que realmente projeta as sombras da caverna, mas tenho vontade de manter algumas visões, mesmo sabendo que são apenas ilusões. E nisso a gente não se difere muito. Só temos critérios diferenciados para quais tipos de ilusões gostamos de manter para nós. Do tipo que acredita que o ser humano é capaz de amar de verdade diferindo-se de verdade dos outros animais, ou do que realmente é o centro do universo e da Criação. Pff.

Sim, isso veio de mais um Macaco, um macaco que dança, e como dança esse macaco. [não entendeu? Clique aqui]

Citações e Referências:

Hamlet – W. Shakespeare

Sigo Som – Forfun

Alegoria da Caverna – Platão

Alice no País das Maravilhas

Matrix

A Ilha

Dancem Macacos, Dancem

A Branca de Neve e os 7 Anões

O Senhor dos Anéis

Harry Potter

Bíblia

Superman

Papai Noel

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