Autores: Luiz Eduardo Soares, André Batista e Rodrigo PimentelEditora: Objetiva
Ano: 2006
Edição: 1
Número de páginas: 312
nota: 2,5 macacos
Vamos lá, agora vou ter que consertar algumas coisas que andei espalhando por aí. Algo do tipo "filme é bom, mas livro é melhor ainda" lembram? Pois é, dizia isso até ler esse aí. Comecei nos primeiros dias espalhando inclusive que sim, o livro era mil vezes melhor que o filme lá (quase homônimo), mas isso pq só estava lendo a primeira metade dele, esperando que as boas e bem boladas crônicas que ali se encontram, fosse algo como um "teaser" (vou começar a falar que nem publicitário agora^^) para a história que viria a se desenrolar na segunda metade do livro. Doce ilusão.
A primeira metade do livro os autores nos apresentam ao BOPE coisa que acaba sendo desnecessária caso você tenha visto (e é bem próvavel que viu) o filme do Wagner Moura. Mas aí vem o tal "Diário da Guerra" narrado por um policial do BOPE, e putz, é sensacional! A narrativa flui, o personagem-narrador é cativante apesar do jeitão de troglodita. Porém é exatamente por ser desse jeito, e acima de tudo sincero que o "Namorado da Alice" (assim é que conhecemos o personagem principal) cativa o leitor, e por principalmente conversar (literalmente) com o leitor. Histórias de arrepiar, pelo nível de brutalidade, sinceridade, falta de sentimento e algumas por serem mesmo sobrenaturais. Umas leves, outras bem pesadas. Bem, no todo ótimas crônicas, essa parte do livro merece uma nota de 5 macacos (anota aí).
Então somos apresentados à narrativa Quando A Cidade Beijou a Lona onde as outras 150 éginas se voltam para uma vertiginosa narração de tramas, redes, corrupções, mortes, violências de um modo geral, que se estende do tráfico para a PM, depois para as outras polícias e se infiltra na política. Seria uma história até legal, se não fosse tão complexa, tão amarrotada de personagens (tanto que há um guia com o nome deles antes da narração) que chega a confundir. Mas o maior erro que eu mesmo considero mortal, foi o fato da história que deveria ser o grande atrativo do livro não se referir ao BOPE, vemos citações e muitas, o BOPE surge aqui e ali, mas só falado. Não há aqui nem uma cena com os "caveiras" apenas o namorado da Alice. Nenhum "pede pra sair" e nada de "zeromeia traz o saco!". Ou seja, toda a interpretação que você viu do Wagner Moura para o morável Cap. Nascimento, você não encontrará aqui, talvez algo, em pequenas (pequenas mesmo) doses no tal "Diário da Guerra" inclusive a história da granada, mas nada mais que isso. E o pior, a história toda vai se desenrolando, e a gente vai vendo toda a corrupção sendo desenvolvida de vários lados, vê a imundice que é o país e de repente é tudo revelado (em partes) em uma reunião de dois chefes de inteligências (PM e Civíl) para o secretário de segurança e pronto, acaba. Que ridículo. Sem conclusão. Sem o BOPE agindo de fato. Não sou adepto de que para ser boa a história tem que ter final feliz, eu relmente até gosto de finais tristes e inesperados, e nem sou tão insistente em ter um final de fato, gosto de finais vagos que nos deixam pensando enquanto a fechamos o livro, mas nesse aqui foi ridículo. Faltou muita coisa, muita coisa mesmo. Então, nota de 0 macacos para essa parte do livro.
Resultado final: 5+0=5 5/2=2,5. Agora entendem pq da nota de 2 macacos e meio né?
Recomendo a leitura desse livro sim alguém talvez consiga se empenhar mais que eu na decifração dos fatos que ocorrem na segunda metade, e com certeza vão gostar da primeira metade, mas sinceramente, não há melhor história para o BOPE do que aquela das telonas (ou dos dvds piratas) sobre o Chuck Norris brasileiro Cap. Nascimento muito bem interpretado pelo mestre Wagner Moura. Aquilo sim é uma história CAVEIRA!
To be continued...
A primeira metade do livro os autores nos apresentam ao BOPE coisa que acaba sendo desnecessária caso você tenha visto (e é bem próvavel que viu) o filme do Wagner Moura. Mas aí vem o tal "Diário da Guerra" narrado por um policial do BOPE, e putz, é sensacional! A narrativa flui, o personagem-narrador é cativante apesar do jeitão de troglodita. Porém é exatamente por ser desse jeito, e acima de tudo sincero que o "Namorado da Alice" (assim é que conhecemos o personagem principal) cativa o leitor, e por principalmente conversar (literalmente) com o leitor. Histórias de arrepiar, pelo nível de brutalidade, sinceridade, falta de sentimento e algumas por serem mesmo sobrenaturais. Umas leves, outras bem pesadas. Bem, no todo ótimas crônicas, essa parte do livro merece uma nota de 5 macacos (anota aí).
Então somos apresentados à narrativa Quando A Cidade Beijou a Lona onde as outras 150 éginas se voltam para uma vertiginosa narração de tramas, redes, corrupções, mortes, violências de um modo geral, que se estende do tráfico para a PM, depois para as outras polícias e se infiltra na política. Seria uma história até legal, se não fosse tão complexa, tão amarrotada de personagens (tanto que há um guia com o nome deles antes da narração) que chega a confundir. Mas o maior erro que eu mesmo considero mortal, foi o fato da história que deveria ser o grande atrativo do livro não se referir ao BOPE, vemos citações e muitas, o BOPE surge aqui e ali, mas só falado. Não há aqui nem uma cena com os "caveiras" apenas o namorado da Alice. Nenhum "pede pra sair" e nada de "zeromeia traz o saco!". Ou seja, toda a interpretação que você viu do Wagner Moura para o morável Cap. Nascimento, você não encontrará aqui, talvez algo, em pequenas (pequenas mesmo) doses no tal "Diário da Guerra" inclusive a história da granada, mas nada mais que isso. E o pior, a história toda vai se desenrolando, e a gente vai vendo toda a corrupção sendo desenvolvida de vários lados, vê a imundice que é o país e de repente é tudo revelado (em partes) em uma reunião de dois chefes de inteligências (PM e Civíl) para o secretário de segurança e pronto, acaba. Que ridículo. Sem conclusão. Sem o BOPE agindo de fato. Não sou adepto de que para ser boa a história tem que ter final feliz, eu relmente até gosto de finais tristes e inesperados, e nem sou tão insistente em ter um final de fato, gosto de finais vagos que nos deixam pensando enquanto a fechamos o livro, mas nesse aqui foi ridículo. Faltou muita coisa, muita coisa mesmo. Então, nota de 0 macacos para essa parte do livro.
Resultado final: 5+0=5 5/2=2,5. Agora entendem pq da nota de 2 macacos e meio né?
Recomendo a leitura desse livro sim alguém talvez consiga se empenhar mais que eu na decifração dos fatos que ocorrem na segunda metade, e com certeza vão gostar da primeira metade, mas sinceramente, não há melhor história para o BOPE do que aquela das telonas (ou dos dvds piratas) sobre o Chuck Norris brasileiro Cap. Nascimento muito bem interpretado pelo mestre Wagner Moura. Aquilo sim é uma história CAVEIRA!
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To be continued...

Um comentário:
Não lí, muito menos assisti, mas concordo que existam livros adaptados para o cinema onde o filme fica melhor. Beios.
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